Hino em ego à dívida eterna de um ex-terno cidadão
Sentar sem ar na praça que passa
pernas coloridas
calor da vida
coloração
coroar a cor
co-or
coração
urgente preciso
correr senão quê
se quê não consigo
não pago a TV
contemplo o riacho
e rio do aço
tietê sem andrades
noturno sem mários
horizontes sem mar
sinal de esperar
atrás do espelho
lá sim que era vida
não tinha uma dívida
nem dor no joelho
urgente preciso
correr senão paro
se paro não chego
não pago meu carro
resvalo no vale
nos ramos da praça
paris nas estátuas
se eu fosse mais jovem
viajava num boeing
vendia meu carro
largava meu posto
ganhava na loto
sonhava algo mais
esquecia das mágoas
criava um slogan
pagava meus juros
jurava ter paz
urgente preciso
correr senão nada
se nada não vôo
não compro minha casa
passeio no paço
eu passo amanhã
prefiro bem cru
receio receio
mas janto a esperança
no seio no seio
no seio do vale
do anhangabaú